quinta-feira, 20 de junho de 2013
Com enjoos e tudo mais.
Sempre imaginei grávidas enjoando comidas e cheiros, mas não passava pela minha cabeça que se enjoava até gente, atitudes ou coisas parecidas. Bem, se não é assim com toda grávida, está sendo assim comigo. Enjoo até em pensar demais, aí depois vêm as lágrimas. Desejo profundamente que tudo isso passe logo, por que você enjoar ate a voz de algum amigo ou amiga querida, é ruim demais. Das coisas que mais gosto, quase tudo já enjoei. Cheiro de bebida é mesmo que por uma cara abusada no lugar do meu rosto. Gente gritando é quase pedir pra morrer. E gente sendo minimamente estúpida? Me da vontade de matar. Não posso ouvir um comentário machista, antes era difícil, agora está insuportável. Cheiro de café? Correr para o banheiro e lá ficar um tempinho. Do escritório que trabalho, enjoei o cheiro de todos, e consequentemente todos. Mas acho que os enjoos também está um pouco ligado a alguma coisa pessoal, talvez não necessariamente. Mas em alguns casos que tento analisar, vejo que os enjoos geralmente advém de pessoas que eu me incomodo de alguma maneira. Ah, enjoo muito atitudes egoístas, desprovidas de nenhum tipo de preocupação. Mas tento ver que isso é coisa que só a grávida, ou mulheres que já estiveram grávidas entendem, e claro, pessoas extremamente sensíveis também. Os homens, bem, quase todos não entendem nada, realmente nada, fazem comentários e tomam atitudes extremamente sem sentido em relação a grávida. Já escutei no escritório onde trabalho alguns deles olhando fotos de mulheres na internet e dizendo: essa depois que tiver filho vai ficar muito caída. E pensei: Alô, eu estou aqui. Mas não digo nada, fico só enjoada. Sabe, as vezes, 5 dias de 7 dias da semana, não tenho vontade de ver ninguém. Não por não gostar das pessoas, que geralmente são queridas, mas por não querer incomodá-las com meus incômodos. Pois tenho vontade de ficar muuuuuuito a vontade, deitada na cama, sem fazer nenhum esforço, sem escutar quase nenhum barulho, quase nenhuma luz. Acho que ando me parecendo com um morcego. Ah, e geralmente quando as pessoas falam alguma coisa se lamentando de algo bem bobo, bem fácil de resolver, tenho vontade de vomitar. E quando elas so falam delas também tenho vontade de vomitar. Sinto muita dor de cabeça também. As poucas coisas que gosto de fazer é está na companhia daqueles melhores amigos que parecem me entender e que cuidam de mim nesse momento, que falam com delicadeza, perguntam se estou bem, pocha, isso realmente vale ouro. Essa pessoas eu sei que entendem que eu posso está chata e chorona e mesmo assim vão continuar me querendo bem, hehehe. Acho que a gravidez é uma prova de teste, em vários sentidos. Mas de qualquer maneira, espero que essa fase de enjoar passe, pois estou cansada de achar tudo um saco, todo mundo chatinho, tudo fedorento, e blá blá blá. Ah quase esqueci de mencionar, que adoro está na presença de grávidas também, ou de mamães bem valentes e guerreiras.
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Me tornando mãe
Notei de repente meu corpo mudando, a vontade de não comer certas gostosuras das quais eu não negaria jamais, e sentindo um certo enjoo. Pensei: pode ser verme ou um neném. Fiz o exame de farmácia e deu negativo, mas sabe, aquilo não me saiu da cabeça. Comecei a vislumbrar a idéia de ser mãe, o quão gostoso poderia ser, no outro dia, pensei o quão desesperador também poderia ser, e caí em lágrimas, devo ter passado umas duas horas só chorando, e meu namorado do meu lado, sem saber o que fazer. Depois do chororo, me acalmei, fui jantar, e tirei esses pensamentos ruins da cabeça. No dia seguinte fui pra minha sessão com a psicóloga, e conversamos muito sobre a possibilidade deu estar grávida. Me acalmei, e lembro-me de ter comentado com alguém: se eu não estiver grávida, acho que vou ficar é triste.
Fiz o exame de sangue, e deu POSITIVO. Bem, nesse momento eu me ausentei de mim, e segui para noticiar e acalmar as pessoas próximas. Assim o fiz, com todos os meus medos, todos meus sonhos, todos meus desejos e toda minha vontade de realização. Recebi críticas dos meus pais, coisa que ja esperava, então não foi tão difícil esse primeiro momento com eles, embora deixe a gente tonta. Mas foi só a primeira impressão, depois tudo normalizou. E recebi muitos votos positivos e mãos amigas dos amigos e familiares próximos, minha irmã, meu irmão, minha cunhada, os pais do meu namorado. Foi ótimo, mas a insegurança continua. Alguns dias depois [ontem] eu estaria completando 25 anos, e já havia planejado uma pizzaiada num restaurante bem legal perto da universidade, ambiente próprio para crianças, amigos, e familiares, não sei por que, mas antes de saber que seria mãe, já queria juntar todo mundo, e fazer algo simples e especial. No decorrer do dia da aniversariante foi tudo tranquilo, alguns parabéns duplos via redes sociais e via telefone. No trabalho, só o barulho da furadeira me dizia que esse era mais um dia comum. E pensei: pocha, que aniversário diferente, nem parece que é meu, nem parece que existe. Depois do trabalho corri para casa, no intuito de me arrumar cedo e chegar na hora marcada no restaurante para receber as pessoas. E assim fiz. Cheguei ao restaurante, sentei e esperei os convidados chegar, lá ja estavam alguns, minha doce amiga Alana, seu companheiro Fredy, a mãe da Tai que chamo de tia Mary, que me é queridíssima, e o maguim, meu namorado. E já foram mil votos, mil forças. As pessoas foram chegando, e cada chegada brilhava como se fosse uma estrela cadente caindo do céu. Não sei nem dizer o quanto esse momento foi excepcional para mim. Estavam todos da minha lista de melhores amigos lá, todos menos dois amigos que não puderam ir por motivos que não vai constar aqui, mas que eram bons motivos para não ir. Sabe aquela turma gostosa que voce ama muito, e que quando se junta sai muita gargalhada? Aquela turma que te faz acreditar que voce é capaz e forte e linda e mulher? Sabe todos aqueles sorrisos sinceros que voce passa a semana procurando no trabalho, mas não encontra, e de repente como num passe de mágica estavam todos juntos sorrindo feito orquestra? Sabe aqueles abraços que te dão segurança, que são fortes e contagiosos assim como os laços dessas amizades? Pois é, eu senti isso e muito mais nessa noite. Senti que precisava daquilo pra seguir com a notícia da gravidez, precisava saber que mais do que eu, existem pessoas que acreditam em mim, no meu poder de gerar, de amar, e que estavam lá pra me dizer que tudo isso é amor, e que com amor eu vou gerar essa criança. assim como estavam lá pra estenderem as mãos, pra compartilhar daquele momento divino na vida da gente. Nossa, não sei nem explicar o quão importante foi a noite do meu aniversário para mim. Só gostaria de agradecer, agradecer eternamente por nos momentos que mais preciso dos amigos e da familia, eles estão lá, atravessando a estrada comigo, de mãos dadas. E hoje, depois de ontem, me sinto muito mais forte, eu e meu bebe pulsamos para existir, para fazer acontecer o que de mais belo pode existir, que é o amor. ontem eu senti, pra todos os lados que eu olhava que o amor vale, que o medo existe, mas basta coragem para dispersá-lo e seguir. Somos um, mas somos um todo. Um querido amigo, ao saber da notícia me escreveu por mensagem de celular algo assim: dani, que alegria ó, tamo junto nessa viu, estamos gravidos, eu voce, fulano, cicrano, etc. Gente, é gostoso demais ouvir isso. é gratificante, ENCORAJADOR, é de amor. E assim eu sigo, com meus quase dois meses de gravidez, com muito amor e satisfação no meu coração e nos meus arredores. Obrigada Familia e amigos, voces fazem toda diferença em minha vida, Amo voces, muito.
terça-feira, 26 de março de 2013
o amor que tudo fode
o que importa pra mim,
se pouco importa pra você?
se fecho a porta e ninguém vem de volta,
se olho a lua e olho só,
se te vejo em cada pé de gente,
se me vejo só,
que isso importa?
O que importa saber do mundo,
se você do meu mundo saiu,
de que vale tentar fazer parte disso tudo
e lutar pra melhor,
se você me esvaiu?
eu me fui
no mundo do meu eu
esse amor só me fudeu.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
por mais constante que me seja
a dor parece que almeja
lugar dentro do mundo
pra existir
irracional tal qual
eu você e outros tantos
no meio do mesmo pranto
mundo
a dor que te permeia
é a vida que anseia
fugir da dor é negar viver
sem dor não há pulo
não se derruba um muro sem arder as mãos
isso também é doer
dói por que se sente
e melhor que a dor imediata
é a dormência quando ela passa
é a realização da inquietAÇÃO
a dor parece que almeja
lugar dentro do mundo
pra existir
irracional tal qual
eu você e outros tantos
no meio do mesmo pranto
mundo
a dor que te permeia
é a vida que anseia
fugir da dor é negar viver
sem dor não há pulo
não se derruba um muro sem arder as mãos
isso também é doer
dói por que se sente
e melhor que a dor imediata
é a dormência quando ela passa
é a realização da inquietAÇÃO
terça-feira, 8 de maio de 2012
O amor do dia-a-dia cria uma casinha,
todo dia rola uma rotação de energias, sentimentos e partilhas.
Se parte o todo em mil partes, se faz e se desfaz,
desencaixe para encaixar, empilha-se umas coisas sim outras não
pro amor se alentar.
Onde repouso, é nos teus braços,
se paro, é na tua boca.
Se me descuido, são meus traços.
Não me canso dos nossos laços.
A rotina tem suas armadilhas,
se a gente cai nela, la no fundo
vira transa.
Mas somos ousados,
e na leitura dos dias nos aventuramos.
Onde há casas, que façamos mata.
Onde há vento forte, que achemos um canto seguro.
Onde há cordas, que a usemos de uma boa maneira.
E que a forma não limite o amor numa convenção.
Quebrar a convenção
e reinventar o amor
no dia-a-dia
isso sim é que é uma paixão.
todo dia rola uma rotação de energias, sentimentos e partilhas.
Se parte o todo em mil partes, se faz e se desfaz,
desencaixe para encaixar, empilha-se umas coisas sim outras não
pro amor se alentar.
Onde repouso, é nos teus braços,
se paro, é na tua boca.
Se me descuido, são meus traços.
Não me canso dos nossos laços.
A rotina tem suas armadilhas,
se a gente cai nela, la no fundo
vira transa.
Mas somos ousados,
e na leitura dos dias nos aventuramos.
Onde há casas, que façamos mata.
Onde há vento forte, que achemos um canto seguro.
Onde há cordas, que a usemos de uma boa maneira.
E que a forma não limite o amor numa convenção.
Quebrar a convenção
e reinventar o amor
no dia-a-dia
isso sim é que é uma paixão.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
A NOITE
a noite vigia
escombro
reboco
sono
a noite embriagada
pessoas
abraços
sonhos
a noite adormecida
braços
desleixos
cansaço
a noite inteira
vira
dia
escombro
reboco
sono
a noite embriagada
pessoas
abraços
sonhos
a noite adormecida
braços
desleixos
cansaço
a noite inteira
vira
dia
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